Alto Hama

Orlando Castro jornalista CP 480
Estrangeiro, sim. Assimilado, um dia talvez…
Na minha qualidade de “estrangeiro” (com origens locais) a viver na secular (em termos de vestígios fundacionais) cidade de Rebordosa (Paredes) e, por isso, sujeito ao cumprimento das regras estabelecidas pelos autóctones, quis puxar dos meus galões e resolvi “averiguar” quantos escritores/poetas nasceram por cá e, ou, viveram ou vivem por cá.
Confesso que a ideia visava demonstrar que eu, escudado nos meus 25 livros publicados, estaria no top 20, no mínimo. E, com isso, demonstrar a importância de me ser outorgado o título da “assimilado”(*) e não de “estrangeiro”.
Triste e estrondoso engano. Nessa lista o meu número de livros não me ajudou a figurar nos primeiros 100 escritores/poetas que nasceram por cá e viveram ou vivem por cá.
Perante tão gritante matéria de facto que reduz a pó a minha tese, estive para ficar quieto e calado na esperança de que ninguém (um dia destes) me viesse a atirar à cara tão “cruel” realidade. Mas não. Aqui está o meu reconhecimento e a minha aceitação da derrota.
E, como prova desse reconhecimento, cito a presidente da Junta de Freguesia de Rebordosa, Salomé Santos: “Queremos potenciar Rebordosa a partir da sua história e localização geográfica através da capacidade empreendedora e o espírito de iniciativa da sua população diferenciada e jovem.”
(*) Que ou quem, na época colonial, era originário de um território colonizado e passava a ter o estatuto jurídico da população colonizadora.
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