Alto Hama

Orlando Castro jornalista CP 480
No prostíbulo parlamentar português o cheiro a merda é cada vez mais intenso

Nessa coisa a que chamam Portugal, a deputada eleita pelo Partido Socialista, Eva Cruzeiro, foi alvo de um relatório do inquérito, aprovado na Comissão de Transparência e Estatuto de Deputados, cuja abertura tinha sido determinada pelo presidente da Assembleia da República na sequência da participação contra a deputada feita pelo deputado da Seita Fascista de Portugal (legalmente registada com o nome de Chega), Filipe Melo, à qual se associou depois o partido.

«Chamar ‘racistas’ e ‘xenófobos’ aos deputados de uma determinada bancada parlamentar, tratando-os por ‘vocês’, constitui um comportamento inadequado e inaceitável por parte de uma senhora deputada à Assembleia da República» refere o texto.

O relatório, da responsabilidade do deputado do PSD Hugo Carneiro, refere que «tais são expressões que um parlamentar não deve utilizar porque além de não preservarem a dignidade e a credibilidade do órgão de soberania Assembleia da República nem prestigiam a instituição parlamentar, afectam o dever de urbanidade e de respeito que é devido entre deputados».

O relatório considera ainda que «com efeito, a conduta da Senhora Deputada Eva Cruzeiro desrespeita deveres fundamentais dos Deputados, previstos no Estatuto dos Deputados e no Código de Deputados à Assembleia da República».

No entanto, este tipo de comportamento dos deputados não pode ser sancionado «por falta de habilitação legal».

O caso remonta a uma sessão plenária no final de Outubro de 2025, quando Filipe Melo gritou dirigindo-se a Eva Cruzeiro «vai para a tua terra», o que motivou o presidente do Parlamento a pedir a abertura de um inquérito.

O deputado do Chega queixou-se depois que nessa mesma audição a deputada do PS classificou o seu partido como «racista e xenófobo e reproduziu essas acusações nas redes sociais».

Eva Cruzeiro manifestou-se indisponível para ser ouvida presencialmente pela Comissão de Transparência, considerando «inaceitável ser pessoal e institucionalmente questionada nessa audição por deputados do Chega, que acusa de lhe terem dirigido insultos racistas».

O autor do inquérito deixa, no entanto, um desejo: o de que «a censura política decorrente das conclusões do presente inquérito pudesse surtir um algum efeito, nomeadamente dissuasor, sobre a senhora deputada infratora, pelo menos no sentido de evitar que esta repetisse este tipo de comportamentos no futuro, embora se reconheça o alcance bastante limitado desta via da responsabilidade política».

O relatório recomenda que Eva Cruzeiro seja instada para «a necessidade de cumprir, no desempenho das suas funções, os deveres dos deputados», devendo «pautar a sua conduta, no exercício do mandato parlamentar, pelo respeito da dignidade da Assembleia e dos Deputados, bem como dos deveres de urbanidade e lealdade institucional», bem como não volte a utilizar os termos «racistas e xenófobos» em relação aos deputados da Seita Fascista de Portugal que, de facto, é racista e xenófoba.

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