Bom currículo, desemprego certo
Há pouco mais de 50 anos, quando aterrei aos trambolhões em Rebordosa (Paredes) e tentei arranjar emprego, esbarrei sistematicamente com portas fechadas a sete chaves.
Mandava currículos com tudo o que tinha, mas nada. Ninguém abriu a porta.
Foi então que um bom amigo do meu pai, Valdemar Moreira (Móveis Vitória), enquanto conversávamos no Café Marlindo (no Padrão) me disse depois de ver o que eu enviava nas minhas candidaturas:
– “Falar de frequência universitária, autor de um livro, jornalista, etc. é o pior que podes fazer. Com empresas em que a maioria dos donos pouco mais têm do que a 4ª classe, és visto como um potencial inimigo e não como um importante colaborador”.
Tinha toda a razão. Ainda hoje, por estas bandas, ninguém quer aprender com quem saiba mais.








