O Joãozinho e o André, com a ajuda do Nuno…
Este é (ou não) um texto de ficção. Nuno Melo visitou uma escola primária na sua campanha de encoberto apoio ao seu amigalhaço que lidera a Seita Fascista de Portugal e que concorre à Presidência da Reino lusitano a Norte, embora cada vez mais a Sul, de Marrocos em linha recta com Olivença…
Nuno Melo começou por explicar aos miúdos e miúdas da escola a importância que tem para o reino o Presidente da República.
Pediu então que levantassem a mão todos aqueles que gostam do candidato a Presidente, André Ventura. Todos os alunos, por temerem represálias, levantaram a mão, excepto um menino que estava sentado ao fundo da sala.
Nuno Melo olhou para o menino com surpresa, perguntou à professora o nome do puto, e disse-lhe:
– Joãozinho, por que não levantaste a mão?
– Por que não gosto do André Ventura, respondeu o puto.
Nuno Melo perguntou de novo:
– Se não gostas do André Ventura, então com quem é que simpatizas?
– Com o António José Seguro, respondeu com orgulho o Joãozinho.
O Nuno Melo, cujos ouvidos não podiam dar crédito a algo assim, pois tinham-lhe garantido que, naquele freguesia do distrito do Porto, a percentagem dos que gostam de André Ventura era muito superior a 100 por cento, exclamou:
– Joãozinho, diz-me: porque é que gostas do António José Seguro?
O menino muito tranquilo respondeu:
– A minha mãe gosta dele, o meu pai também, o meu irmão também, por isso eu também gosto do António José Seguro.
– Bem, replicou Nuno Melo – mas isso não é um bom motivo. Tu não tens de gostar do António José Seguro como os teus pais. Por exemplo, se a tua mãe fosse xenófoba, o teu irmão racista e o teu pai fascista, com quem é que simpatizavas?
– Nesse caso, respondeu o Joãozinho, eu simpatizaria com André Ventura…








