“Racismo das lagartixas” dizia o Pravda do MPLA
Nito Alves foi acusado de racismo por ter afirmado que “no dia em que, em Angola os cidadãos varredores de ruas forem não só negros, mas mestiços e brancos também, o racismo desaparecerá”. Aí estava o “racismo das lagartixas”, acusava o Jornal de Angola.
Só que a citação estava incompleta. Nito Alves dissera também que o racismo teria desaparecido no dia em que “os camaradas angolanos de origem europeia” puderem ascender “aos mais altos órgãos do MPLA e às responsabilidades administrativas e outras no aparelho de Estado”.
Admitir que brancos e mestiços fossem considerados “angolanos de facto e de direito” e pudessem ocupar cargos de topo no MPLA ou no Estado não é uma posição racista.
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