Cabras e cabrões, cabrões e cabras
Em Novembro, Angola e Portugal voltaram a encontrar-se naquele terreno pantanoso onde a política se confunde com memória, ressentimento e uma pitada generosa de espectáculo. André Ventura, na sua vocação habitual de incendiário, pegou no discurso do Presidente angolano e transformou-o num pretexto para nova exibição de bravura populista. Ernesto Bartolomeu, símbolo de décadas de “Boa noite, está a começar o Telejornal”, não deixou de barato e devolveu-lhe um contundente “mentecapto” e “se vencer as eleições, vai governar as cabras da Beira Alta e Beira Baixa”.
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