Alto Hama

Orlando Castro jornalista CP 480
318 milhões de pessoas com fome em 2026

O Panorama Global de 2026 do WFP, da ONU, revela que 318 milhões de pessoas estão em situação de fome ou pior; início deste ano indica sinais de crise global perigosa; agência da ONU quer combate à fome causada pelos seres humanos e conflitos.

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, alerta que o mundo enfrenta o risco de uma crise de fome global perigosa e cada vez mais grave. O Panorama Global de 2026 estima que 318 milhões de pessoas enfrentam níveis de fome em situação de crise ou pior. 

Num apelo aos líderes mundiais, a directora executiva da agência, Cindy McCain, solicita urgentemente ajuda para se travar a fome e estabilizar comunidades argumentando que “sozinhos não se pode acabar com a fome”.

A chamada à comunidade internacional é acompanhada por um momento de alta dos níveis de fome extrema, de riscos crescentes e severas restrições de recursos enfrentados por trabalhadores humanitários.

Conflitos violentos, condições climáticas extremas e graves crises econômicas fazem soar o alarme dos sistemas de alerta precoce sobre a insegurança alimentar. Centenas de milhares de pessoas vivenciam condições similares à fome.

Cindy McCain diz que no fim da segunda semana de 2026, o mundo já estará a enfrentar o risco de uma crise de fome global perigosa e cada vez mais grave.

Ela reafirmou a “determinação inabalável” do WFP declarando que “aproveitaria todas as oportunidades para mobilizar o apoio e os recursos necessários” para alcançar aqueles que dela dependem para sua sobrevivência.

A liderança da agência deve reunir-se brevemente em Roma em sessão a ser convocada para discutir as grandes prioridades no combate à fome em 2026 na sede da agência, em Roma.  

Os planos envolvem a expansão da base de financiamento, o aproveitamento do potencial das novas tecnologias e a garantia de que as equipas na linha de frente tenham o apoio necessário para realizar seu trabalho com segurança e eficácia.

McCain promete repetir a relevância do Plano Estratégico de quatro anos e de medidas para alcançar os mais vulneráveis ​​mais rapidamente, além de se ampliar o impacto e a eficiência em ambientes cada vez mais hostis.

A agência conta com pouco menos da metade abaixo do orçamento de US$ 13 bilhões para conseguir servir 110 milhões das pessoas mais vulneráveis ​​do mundo, mesmo com dificuldades e perigos em ambientes operacionais complexos e perigosos. 

A situação ameaça deixar milhões de pessoas sem acesso a auxílio vital, ameaçando vidas e a estabilidade de regiões inteiras.

McCain tem defendido haver interligações entre fome e conflito e pediu aos líderes mundiais que priorizem o combate à insegurança alimentar global e evitem as situações de fome causadas pelos seres humanos.

Para a chefe do WFP, as crises actuais exigem acções rápidas, estratégicas e decisivas.  Ela pediu para que as lideranças globais intervenham mais cedo durante as crises humanitárias e os atuais conflitos arrasadores que geram fome e desespero.

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