A luta continua. Tem de continuar
Como poderão verificar clicando na imagem que está aqui mais abaixo, do lado direito, o Alto Hama nasceu há 20 anos e esteve em plena actividade durante sete anos, período em que nele publiquei 15.941 textos.
Em Setembro de 2012, anunciei a suspensão da publicação, explicando (Sic) que “por razões mais ou menos pessoais (que a razão conhece mas que, por agora, omite) o Alto Hama é obrigado a suspender a sua publicação”, acrescentando que “tão rápido quanto possível, e se for possível, voltará à ingénua luta de pôr o poder das ideias acima das ideias de poder”.
O “tão rápido quanto possível” foi longo. Foram 13 anos. Mas está de volta.
Recordo o primeiro texto publicado. “O possível é feito todos os dias”:
“É só mais uma das facetas desta aventura de acreditar que as palavras voam, mas os escritos são eternos. Tão eternos quanto o engenho e a arte de quem entende que dizer o que pensa ser a verdade é uma das qualidades mais sagradas.
Alto Hama é uma pequena localidade da minha amada Angola. É, igualmente, o nome da secção que assino (por especial, e também eterna, amizade do António Ribeiro) no Notícias Lusófonas. Além disso é o nome de um livro que será apresentado no dia 23 de Setembro na Casa de Angola de Lisboa (obrigado Mestre Eugénio Costa Almeida) e editado pela Papiro.
Alto Hama é, tal como a localidade, um cruzamento que dá acesso a todos os pontos de vista. No entanto, se a minha liberdade termina onde começa a dos outros, também a dos outros termina onde começa a minha.
Além de tudo, importa dizê-lo, é um desafio para quem faz da escrita uma forma de vida. Tarefa impossível? Não. Mas mesmo que o fosse eu estaria na primeira linha. É que o possível faço eu todos os dias.”
Obrigado a todos.









Bem-vindo de volta.